ABOUT THE INK

a story behind the body art

                                                 A STORY ABOUT: Marcella Alves.

Fui apresentada ao mundo de tatuagens e piercings pela minha própria mãe, que sempre foi apaixonada pela arte, então comecei a tomar gosto pela arte da modificação corporal, quando criança toda semana fazia uma tatuagem de henna.

Aos 11 anos tive a oportunidade e coragem de ter um piercing, autorizado pela minha própria família, e aos 14 ganhei uma tatuagem de presente da minha avó, desde então, entrei de vez nesse mundo da dor e da arte e já perdi a conta de quantas tatuagens fiz e quantos piercings já tive.

Conheci o estúdio que atualmente eu trabalho, através de amigos, no qual com o decorrer do tempo tive a oportunidade de entrar pra equipe e aprender profissionalmente o que aos 11 anos eu comecei a me apaixonar: os piercings. E agora aprendendo a tatuar com meus companheiros de estúdio.

E aqui estou, a cada dia tentando melhorar, para que essa cena de atitude, arte e estética, possa ganhar cada vez mais espaço e respeito na vida das pessoas à nossa volta.

Além de modificações corporais também trabalho como fotógrafa.

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                                                                 INTERVIEW

ABOUT THE INK: Tatuagem e esoterismo, em sua opinião qual a relação entre os dois?

Marcella Alves: Sinceramente, nenhuma, pois pra mim é normal, eu só digo que é uma aparência exótica em relação à visão de outras pessoas sobre nós tatuados e com piercings. Acho normal, afinal, essa cultura vem muito antes da tal “civilização”.

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ABOUT THE INK: Piercing aos 11 anos e tatuagem aos 14, não é cedo para começar as modificações corporais?

Marcella Alves: Muito cedo, porém desde criança eu já sabia que era minha paixão, e nunca me arrependi. Porém, não aconselho a outras crianças seguirem isso, antes de qualquer pessoa entrar nesse meio, tem que ter certeza de que é aquilo mesmo que quer.

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ABOUT THE INK: Como é ter uma família que apoia esse tipo de arte?

Marcella Alves: Somente a minha avó e minha irmã apoiam e a minha mãe na época que era viva e é ótimo ter pessoas apoiando o que a gente gosta, não tem muito o que descrever sobre isso, mas eu sofro muito preconceito do meu pai, e sinceramente, não faz muita diferença na minha vida. Sou bem resolvida comigo mesmo e não me importo, apesar de que queria que fosse diferente, afinal, não é um desenho na pele ou um pedaço de aço superficialmente aplicado que mudam nosso caráter.

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ABOUT THE INK: Como foi essa transição de apreciadora da arte para uma profissional?

Marcella Alves: Foi sensacional, só tenho a agradecer as pessoas que abriram essas portas pra mim, e agora, aprendi a tatuar, já tenho alguns trabalhos e é muito gratificante poder fazer o que se gosta.

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ABOUT THE INK: Entre piercing e tatuagem qual você considera mais apaixonante?

Marcella Alves: Sem dúvidas a tatuagem.

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ABOUT THE INK: Tatuagem, Piercing e Fotografia, você pratica outro tipo de trabalho relacionado a arte?

Marcella Alves: Somente esses mesmo, mas quem sabe daqui pra frente não surja outra oportunidade né?

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Conheçam o Trabalho de Marcella Alves como Fotógrafa em:

Marcella Alves Fotografia.

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                                            A STORY ABOUT: Izabella Chaves.

Desde criança eu tinha uma grande vontade de ter tatuagens, e motivada pela minha personalidade forte eu fiz uma marca com Nanquim na mão de tanta vontade que eu tinha de chegar aos 18 anos para poder me tatuar de maneira independente.

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Isso por que vim de uma criação muito religiosa e estudei em colégio de freiras, e essa atitude foi bem difícil de ser compreendida pelos meus pais. Depois disso tudo, senti mais motivação a fazer outras tatuagens, e a principal até o momento ainda estar por vir, que será homenagem ao meu filho.

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                                                                  INTERVIEW

ABOUT THE INK: Qual a reação dos seus pais ao verem você tatuada aos 18 anos?

Izabella Chaves: Bom, minha primeira tattoo foi um “singelo” tribal nas costas. Ouvi deles um “Ficou bonito”, a segunda foi no pé, também ouvi um “legal!”, mas o auge do “espanto” foi quando meu pai viu meu piercing na língua: 

TIRA ISSO AGORA! NÃO SABE QUE ISSO DA CÂNCER”, depois veio minha bruxa na parte interna do braço esquerdo, essa minha mãe amou, ate hoje é a que ela mais gosta! Na minha carpa da panturrilha que eu escondi o máximo de tempo que pude, meu pai soltou um: “meu deus do céu”. Depois disso acho que ele viu que não tinha mais jeito e meio que “desistiu”! Mas nunca aprovou. A maior preocupação era com relação a emprego, mas ate hoje não tive problemas.

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ABOUT THE INK: Qual a opinião deles hoje em dia?

Izabella Chaves:Hoje em dia como tive um filho a questão é “O QUE DIREI AO MEU FILHO A RESPEITO DAS TATTOOS”.  O pai também tem as costas fechadas e o braço esquerdo ate a altura do cotovelo, mas somos bem resolvidos quanto ao que dizer a ele quando começar a questionar.

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ABOUT THE INK: Estudar em um colégio de freira, despertou o seu lado da rebeldia?

Izabella Chaves: Não acho que tenha despertado “rebeldia”, ate porque fora as tattoos sou uma pessoa que não tenho comportamento “rebelde”! Minha família é muito católica, meus pais são católicos assíduos e formados em Teologia, então tentei seguir o catolicismo ao máximo. Mas acredito que Deus esta em qualquer lugar, e não só em igrejas! Sou bem resolvida nessa questão e quero que meu filho acredite em Deus também, mas que não se sinta na obrigação de seguir uma doutrina ou outra!

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ABOUT THE INK: Qual será a tatuagem em homenagem ao seu filho?

Izabella Chaves: Em homenagem a ele estou planejando em estilo old school com temas náuticos infantis! Começara na parte superior da costela e descera ate o quadril. Quero colocar uma faixa com o nome dele e mais uma frase que não me decidi bem ainda! Colorida!

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ABOUT THE INK: Como você vai tratar o tema tatuagem com o seu filho quando ele estiver maior?

Izabella Chaves: Como havia dito antes, ele já vai saber desde criança que só poderá fazer apos os 18, depois disso a cabeça e o corpo são dele, ele decide o que fazer ou não. 

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                          A STORY ABOUT: Mariana Stoppa Guerreiro.

Desde sempre sofri muito com o preconceito da minha família, de certa forma eles nunca me aceitaram por eu ser ”diferente”, eles cresceram e vivem em uma pequena cidade do interior onde um simples piercing é um absurdo.

Meus irmãos são mais velhos e todos “certinhos”, e digamos que sou tratada como a ovelha negra da família por ser ”diferente”. Por esse motivo as culpas acabam sempre em cima de mim, nunca posso fazer nada, me afastam de todos meus amigos, não por serem uma má influência, mas sim por minha família ser preconceituosa e não aceitar negros, pessoas de baixa classe social e de estilos alternativos.

Fora que não posso correr atrás de muitos dos meus sonhos, pois ainda tenho 16 anos e por eles acabarem com a maioria. Já tenho todos meus planos formados e sou ligada a estética. Mexo com cabelos, faço maquiagens. Para muitos, posso estar parecendo uma criança rebelde, exagerada e dramática. 

                            

Mas sempre tive a mente aberta e sou o oposto da minha família, sempre tive vontade de fugir pra algum lugar bem distante e ser o que eu sempre quis fazer, realizar meus sonhos e correr atrás de tudo que perdi. Mas sempre tive que aturar tudo de boca fechada e com respeito, mesmo querendo gritar pela liberdade. E é esse o significado da minha tattoo, ser livre… Livre na opção sexual, liberdade de expressão, etc.

Com o tempo comecei a me dar bem com minha irmã, abrimos nossos sentimentos uma com a outra, e ela acabou se tornando minha melhor amiga, me ajuda em tudo, e assim resolvi fazer minha segunda tatuagem, em homenagem a ela, escrevi “Life” na nuca e ela escreveu perto do ombro, porque ela é minha vida e eu sou a dela.

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                                                                 INTERVIEW

ABOUT THE INK: Quais os sonhos que sua família te impediu de realizar?

Mariana Stoppa Guerreiro:Eu tenho um lado mais puxado para o masculino, por gostar de jogar vídeo game, lutar muay thai e andar de skate. Em questão disso minha família me empede de fazer por ser ‘‘coisas de homens” mas eu realmente gosto disso, e sempre que dá, faço! Outra coisa que amo é dançar, gosto do pole dance e do break, que são outras coisas que eles também não gostam!

Levo o pole dance como uma dança, um ‘’esporte’’ que acho lindo, mas não pra dançar em boates, mas sim por prazer próprio, mas já acham que é coisa de vadia, e o break é coisa de ‘‘noia’’. São pequenos sonhos que fazem a diferença pra mim, por gostar tanto! Eu já estou correndo atrás dos meus cursos de cabeleireiro e estética, pelo menos isso.

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ABOUT THE INK: Qual foi a sua maior influência para não seguir os dogmas da sua família?

Mariana Stoppa Guerreiro:Talvez tenha sido minha força de vontade, de lutar pelo que quero e por quem eu sou. E pela minha indignação de ver como eles são e como levam as coisas, por eu ser totalmente o oposto. Acho que quanto mais eles tentam me impedir de lutar mais força eu tenho. A ultima coisa que quero é me tornar igual eles.

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ABOUT THE INK: O que seria ser Livre para você?

Mariana Stoppa Guerreiro:Ser livre para mim, é poder fazer o que tenho vontade, seguir meus sonhos, ser quem eu sou, sem ninguém para me impedir.

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ABOUT THE INK: Qual o seu sentimento em ser alvo de criticas pela própria família?

Mariana Stoppa Guerreiro:É triste, porque se sua própria família não te aceita, quem vai aceitar?
Família é pra ficar do lado, dar apoio, aceitar a pessoa independente de como ela seja, do estilo, da cor, da sexualidade, do jeito. E ao mesmo tempo me da raiva, por eles me impedirem de tantas coisas e de dizerem que não vou conseguir e que nunca vou ser nada.

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ABOUT THE INK: Você acha que daqui alguns anos seus pais irão respeitar as suas ideologias e estilo de vida? E como você se sentira se isso não acontecer?

Mariana Stoppa Guerreiro:Bom em questão do meu jeito, é capaz que eles nunca aceitem, mas quando eu provar que posso conseguir tudo o que eles disseram que eu não conseguiria fazer, tudo o que eles me empediram, é capaz que me respeitem, porque daí quem vai ter razão sou eu, já vou ter idade para cuidar da minha vida. Mas se um dia eles me respeitarem e me aceitarem independente de tudo, nossa! Não teria nem o que dizer, só sei que seria uma das coisas mais felizes que poderia me acontecer.

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ABOUT THE INK:Qual a sua opinião a respeito do pré-conceito contra pobres, negros, tatuados etc?

Mariana Stoppa Guerreiro:Eu acho um absurdo, cada um tem que ser o que é, tem que fazer o que quer, cada um é cada um. Cada um tem seu jeito, seu modo de viver e de ser, e nós temos que aprender a conviver e aceitar as diferenças. Se não nossa sociedade, sempre vivera numa eterna guerra!

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                                              A STORY ABOUT: Carol Rosa.

Eu comecei a pintar ainda criança com 8 anos e me tornei tatuadora por gostar de artes e conviver com elas.  

Aos 8 anos eu já pintava e customizava as minhas próprias roupas e também comecei a pintar roupas de seda a mão.

Produziu desfiles programas e editorias ligados ao Surf,além de trabalhos como apresentadora para AllTV e Vitrine Jardins.

Comecei a trabalhar com tatuagem por influência de alguns amigos nessa área, fiz um estagio que durou 4 meses, estava aprendendo assepsia, e após esse período eu montei um estúdio e minha própria casa, onde tatuo ate hoje.

Com a tatuagem veio o meu gosto por musica e decidi virar Dj, meus irmãos já trabalhavam com musica, e isso me despertou um grande interesse por esse seguimento. Hoje sou DJ e tatuadora e muito realizada em meus trabalhos.

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                                                               INTERVIEW


ABOUT THE INK: Porque você decidiu seguir no ramo da tatuagem ao invés de outras artes?

Carol Rosa:Já segui em várias , faço arte desde criança, a tatuagem veio porque acho incrível pintura corporal e porque a pintura já estava dentro de mim e fora também, pois minha mãe sempre pintou.  O Hotel Tannenhof de Joinville, todas a pinturas foram feitas por ela com rosas e margaridas. Eu pintava minhas roupas com 10, 12 anos , fiz também algumas roupas de seda pintadas a mão. Minha primeira expo de quadros aqui em SP foi no Portoluna Luna em 2000 , já morava em São Paulo , produzia moda e iniciei também na tatuagem, me tatuei, tatuei meu ex marido, sogra, cunhadas e assim comecei.
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ABOUT THE INK: Entre a tatuagem e a musica, em qual você sente mais prazer em trabalhar?

Carol Rosa: Hoje música, tenho tocado bem mais que tatuado. Também tenho um projeto de djs que chama Meninas das Agulhas, chamei amigas que trabalham com agulhas e que curtem musica como eu pra tocar.
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ABOUT THE INK:Como você decidiu se tornar Dj?

Carol Rosa: Meus irmãos eram djs, com 13 anos eu ia para o clube com eles. E quando eu tinha uns 9 anos não saia da frente do 3X1 já amava musica. Gravava fitinhas com sons dos vinis , radio , mixava só algumas partes das musicas e sons que curtia. Cansei de usar a canetinha pra voltar a fita no ponto e começar tudo de novo era minha diversão predileta. As 40 bonecas que eu tinha ficavam lá me olhando, e ouvindo meu som, Já era um bom publico, bem parecido com as minhas amigas de hoje, também parecem bonecas, só amigas lindas e queridas, nem preciso falar como são os amigos.  Acho um privilégio enorme trabalhar com um público tão cool cult que é o meu, e que conquistei não por ser uma dj que faz mil performances e efeitos, mixagens e sim, pelo bom gosto musical que adquiri ouvindo muita musica. Toco para um púbico de todas as idades. Mas iniciei mesmo profissionalmente, com carteira registrada de DJ, no Di Bistro, restaurante francês do Cássio Machado.

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ABOUT THE INK: Você já se recusou em fazer alguma tatuagem de cliente?

Carol Rosa:Já e todos deveriam.

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ABOUT THE INK: Qual a tatuagem mais inusitada que você já teve que tatuar?

Carol Rosa: Não lembro, tomei um susto, acho que as mais belas, isso sim é inusitado, onde as pessoas realmente param e pensam, isso é o máximo da tatuagem. O desenho a anatomia tudo em harmonia!
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                                     A STORY ABOUT: Carolina Campbell.

Desde criança fui muito ligada à música, vivo com o meu pai desde que ele se separou e ele é músico, físico, comunicador e apreciador de uma boa literatura.

Vivi em torno de estúdios, bandas que ele tocava e aprendendo a tocar instrumentos, livros, sempre tive esse fascínio e todas as minhas tatuagens de alguma forma tem ligamento com isso.

A primeira eu mesma desenhei, com 14 anos, que na época representava um lado obscuro, eu tinha um lado meio Edward Scissorhands na juventude, levei o desenho para minha tatuadora assim que fiquei mais velha e tatuei no braço esquerdo flores cinzas, aranha,caveiras com espinhos entrando entre os olhos e morcegos.

        

No braço direito tatuei flores vermelhas, representando o energia/sentimento coisas que o vermelho traz, tenho alguns corações no braço, na panturrilha.

Na canela Tenho o Saint Johnny Thunders, pela minha grande admiração pela sua música, tenho também Stiff Little Fingers, uma jovem mulher na costela, e também tenho uma pirata no mar com seus pertences.

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                                                                  INTERVIEW

ABOUT THE INK: Em que momento na sua vida essa fase “obscura” tornou-se passado?

Carolina Campbell: No fim tudo fica mais afável.

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ABOUT THE INK: Você se arrependeu de alguma das tatuagens dessa fase obscura?

Carolina Campbell: Não, de forma alguma, afinal, isso não foi uma mudança.

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ABOUT THE INK: Porque você se espelhou em Edward mãos de tesoura?

Carolina Campbell: Não só nele, em muitas coisas, vi esse filme na infância, era fascinada e por isso marcou um bocado.

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ABOUT THE INK:O cinza e o vermelho, qual a cor te representa atualmente?

Carolina Campbell: As duas, gosto da forma que estão localizadas, uma no braço esquerdo outra no direito,separadas mas no mesmo corpo.

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ABOUT THE INK:
A musica te influenciou a gostar de tatuagem?

Carolina Campbell: de fato a música sempre vêm deixando os jovens mais rebeldes.

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                                     A STORY ABOUT: Ania Bianca Gattoni.

Tenho 32 anos, sou body piercer desde 1997, mas também sou cabeleireira e maquiadora e faço toy art em feltro. Atualmente trabalho no estúdio Soul Tattoo, onde oferecemos além de tattoo e piercing, uma vitrine de jóias de renomados designers, um café-bistrô aconchegante e uma galeria de arte, onde também ajudo no contato com os artistas e desenvolvimento dos formatos de exposições.

Quanto às tatuagens, hoje já perdi a conta, mas sei q possuo mais de 20. Minha primeira tattoo foi aos 16 anos, após muita insistência consegui uma autorização do meu pai, que me deu de presente de aniversário. Fui em um local indicado por meus primos q já tinham feito suas tattoos lá. E depois veio a segunda, terceira…, minha mãe não gosta de tatuagens e foi muito contra no início, dizia q eu parecia uma caminhoneira, mas hoje ela aceita melhor e entende a diferença, entre as tatuagens bem feitas e as “de cadeia”.

Certa vez, quando ela trabalhava como enfermeira num hospital público, ao receber um rapaz baleado que tinha tatuagem, uma colega comentou com ela que claro que o cara era metido com drogas e bandidagem por causa das tattoos e ela rebateu dizendo q sua filha também tinha muitas tatuagens e nem por isso tinha envolvimento com drogas ou coisas assim.

Todas as minhas tatuagens têm alguma história, motivos dos mais banais aos mais profundos. Tenho também tattoos de vários estilos, desde realistas, tradicionais, comics, enfim, gosto de tattoos de todos os tipos. Gosto muito de uma tattoo que tenho de um desenho do Escher (Angels and Demons), que representa o bem e o mal, gosto também de um coração que fiz com o nome da minha filha, quando ela nasceu. Das tattoos nos meus pés, rosas tradicionais com os escritos mãe e filha.

Também gosto da palavra “Respeito”. A última tatuagem que comecei a fazer e ainda precisa terminar é em homenagem à minha avó, falecida há 2 anos. Foi uma pessoa muito importante e querida para mim. Estou fazendo uma máquina de costura antiga, retirada de uma foto da própria máquina que ela usava quando costurava. Uma imagem que ficará na minha memória e agora no meu corpo para sempre.

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                                                                 INTERVIEW

ABOUT THE INK: “Tenho tattoos de vários estilos”. O que você não tatuaria?

Ania Bianca: Uma borboleta, tenho panico de borboletas!

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ABOUT THE INK: Como você entrou para o “universo” das artes (cabeleireira, Maquiadora, body piercer e Toy Art?

Ania Bianca: Comecei fazer piercing aos 18 anos e já tinha iniciado um curso de produção de moda, que era o que eu queria estudar, mas de repente eu já tinha entrado de cabeça no mundo da body art, e trabalhei diretamente com piercing por mais de 10 anos. Quando houve uma baixa de procura por esse serviço decidi que era hora de buscar algo novo, e escolhi o ramo da beleza pela afinidade com o trabalho que eu já desenvolvia. Após 3 anos, voltei novamente para minha paixão que é trabalhar em estúdios de tatuagem. O toy art começou como um hobby, costuro desde 2006 porque sempre fui apaixonada por agulhas (!!!), por influencia da minha avó que sempre costurou muito bem, e foi dando certo, porque sempre tenho encomendas.

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ABOUT THE INK: Das mais de 20 tatuagens, você já se arrependeu de alguma?

Ania Bianca: Arrependimento não, mas já cheguei a cobrir uma tatuagem por não fazer mais parte de uma fase que passei na vida.

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ABOUT THE INK: Em relação a parte de galeria, qual o conceito que você leva em conta para trazer a obra de um artista para ser exposto na galeria?

Ania Bianca: A proposta da Galeria Soul é apresentar novos talentos e artistas que se identifiquem com o perfil do espaço artístico Soul Tattoo Art e Café. Partimos do princípio que todos têm uma veia artística inata e que ARTE é tudo aquilo que agrada não só aos olhos, mas também ao espírito. Assim podemos agradar a todo tipo de público, agregando diferentes formas de expressão artística em um mesmo espaço.

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ABOUT THE INK: Atualmente a tatuagem virou um “vicio” ou você adota critérios para escolher o que ira gravar na pele?

Ania Bianca: Apesar de já considerar que tenho bastante tatuagens, não penso em parar de fazer, não considero como um vicio, mas sim um gosto, um estilo. Meus critérios são bem simples, tatuo coisas que gosto e são significativas de alguma forma para mim.

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ABOUT THE INK: Como você aborda o tema de modificações corporais com a sua filha, ou pretende abordar daqui a alguns anos?

Ania Bianca: Procuro ser bem direta, clara e sincera com a minha filha, ela sempre viveu nesse meio e freqüentou estúdios de tatuagens. Ela adora fazer tatuagens de personagens de canetinha. Mas também sabe que não sou muito liberal, fico muito em cima com os estudos e obrigações, mas ela vai crescer e formar suas próprias opiniões, e quando quiser fazer uma tatuagem ou piercing sei que terá uma boa orientação, mas só depois dos 18 anos!

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ABOUT THE INK: Em sua opinião há mais preconceito em relação a tatuagens ou piercing?

Ania Bianca: Hoje em dia a sociedade já aceita melhor os tatuados e perfurados e esse número vem crescendo a cada dia, só que ainda existem os trabalhos que ainda não permitem o uso de tattoos e piercings à mostra, e no entanto existem outros que procuram os estilos mais tatuados e perfurados. Acredito que o ideal é você se sentir bem e se identificar com o estilo de vida q quer seguir e ser feliz da sua maneira. Se você achar que vai encontrar seu caminho em uma profissão que vá impor alguma regras e limites, você terá que abrir mão de ter uma tattoo no pescoço, mas se para você o importante é ter a tattoo no pescoço é melhor procurar um trabalho mais alternativo. Tudo é questão de prioridades e escolhas. Quanto ao preconceito em si, cada um tem direito à gostar ou não de algo, contanto que saiba respeitar o espaço do outro. O preconceito me incomoda a partir do momento q passa a ser desrespeito, e sinceramente, pra mim, essas pessoas que não tem mais o que fazer da vida senão ocupar-se com a vida alheia não passam de pessoas frustradas com a própria vida. Por essas e algumas outras tatuei RESPEITO.

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Conheçam o espaço Soul Tattoo:

SOUL TATTOO ART & CAFÉ

http://www.soultattoo.com.br/

http://www.soultattoo.com.br/blog/

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                                              A STORY ABOUT: Bruna Horvath.

Aos 17 anos fiz a minha primeira tatuagem, foi um símbolo da Paz, escolhi este símbolo não só pelo o que ele representa para muitos, mas o que de fato representa para mim.

Sempre gostei dos significados de cada desenho, e sempre procurei fazer tatuagens que representam uma Tribo, uma época, uma música. Então veio a minha segunda tatuagem que é um Dream Catcher. Essa é a mais linda e mais importante, pois o Dream Catcher em Tribos serve para filtrar tanto os sonhos bons como os ruins que são os de espíritos procurando luz. Geralmente, ficam pendurados em janelas e principalmente perto de camas.

                                                 

Tenho vários filtros em meu quarto que ganhei de um amigo Hippie quando fiz 18 anos. Um cara muito louco que ficava sentado na calçada da cidade vizinha, expondo os seus trabalhos e que acabou se tornando uma pessoa muito especial para mim.

Quando tomei coragem, fiz em primeiro lugar pensando em tudo que ele havia me ensinado sobre Tribos e crenças e nas coisas que ele representa, como acreditar que o mundo é o seu lar e seguir pregrando aquilo que ele acredita, que é a Paz e a igualdade. E em segundo lugar, porque também significa calmaria e é como uma proteção. É a minha preferida e a que mais doeu.

A terceira que é a coroa não tem muito significado. Quando fui fazer, queria fazer um desenho da Tribo Maori, mas a dor seria insuportável, então optei de momento fazer a coroa. Não me arrependo, mas a outra iria ficar muito mais bonita!

                             

E a quarta tatuagem que são as andorinhas, são especiais também. Para mim significam a liberdade que mora em meu coração e é um dos passárinhos mais lindos da natureza. Gosto de tudo que envolve Natureza, paz e sabedoria, por isso, aqui estão as minhas tatuagens! 

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                                                                  INTERVIEW

ABOUT THE INK: O que torna a sua tatuagem do filtro de sonho a sua tattoo mais importante?

Bruna Horvath: Não só pelo real significado dela, mas pela sua beleza, pela dor que senti também. A paz que é ter um Dream Catcher em minha pele é indescritível. Vai muito além de um desenho… Não tem como explicar!

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ABOUT THE INK: “sempre procurei fazer tatuagens que representam uma Tribo, uma época, uma música”, Qual é a sua tribo?

Bruna Horvath: Qualquer uma que respeite o próximo, e que acima de tudo, respeite o nosso maior bem que é a Natureza. Tudo que se mostra ser simples mas com grandes ensinamentos, me fascina. Acredito na força dos mistérios que só a Natureza tem e da dúvida que ela nos deixa. Essa é a minha “Tribo”, e que se chama Mistério!

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ABOUT THE INK: O seu gosto e conhecimento por coisas místicas começou após conhecer o seu amigo hippie?

Bruna Horvath: O Misticismo tem uma relação muito grande com o Espiritismo que é oque eu cultuo e foi sempre assim. Como eu disse, os mistérios que existem na Natureza são inexplicáveis e quando envolve uma dúvida que é o que o Místico trás, me faz querer pensar ainda mais. Então, antes de conhecê-lo eu já tinha o meu conhecimento, mas depois que o conheci tudo ficou mais claro e me fez querer saber muito mais sobre a força da Natureza - Homem e Deus, o contato direto de todo um aprendizado. Ele me ensinou coisas “concretas”!

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ABOUT THE INK: Para você, a tatuagem é um complemento a sua parte mística?

Bruna Horvath: Para mim sim, que sei o que cada uma representa. A liberdade, a arte, a inspiração de cada momento, a simplicidade e a naturalidade de cada uma torna mais um “ingrediente” para a minha parte Mística.

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ABOUT THE INK: Se você pudesse escolher entre sonhos ou realidade, o que você escolheria? Por quê?

Bruna Horvath: É muito difícil escolher entre um sonho e uma realidade. Quando você se depara com a realidade e vê que tudo é difícil e sofrido, você sente vontade de simplesmente se fechar em seu mundo e continuar sonhando, que é a única forma de esquecer que o que nos bate todos os dias é muito mais forte. A realidade é a nossa vida, o sonho também é, mas nem sempre são possíveis. Mesmo você querendo, correndo atrás e assim caminhando, o nosso “pesadelo” mostra que ainda falta muito para chegar lá. 

Eu tenho os meus sonhos, muitos, E acredito na força do bem, na força do meu querer. Não deixo nada apagar a minha realidade, mas também não deixo de me lembrar que também sou sonhadora. Tudo que é olhado pelo alto da montanha é mais bonito, mas poucos conseguem. Assim como quase tudo é difícil, também pode se tornar possível. Costumo dizer que SONHO É UMA COISA QUE FICA DENTRO DO MEU TRAVESSEIRO! E se você acreditar, tudo pode acontecer e é só saber esperar.

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ABOUT THE INK: Você iria fazer um desenho da tribo maori, porem a dor seria grande, como você chegou a escolha da coroa, pensou em fazer algum outro desenho?

Bruna Horvath: Eu já tinha pensado na coroa, mas era só uma possibilidade. Na realidade, eu ia fazer uma pena se desfazendo em pássaros caso o desenho da Tribo Maori fosse ficar muito complicado, mas como eu não queria uma tatuagem muito grande e era assim que iria ficar a pena, decidi logo fazer a coroa. Não me arrependo, eu gosto do desenho e quase nem doeu, risos. Mas isso não significa que eu tenha desistido do desenho Maori!

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                                             A STORY ABOUT: Fabiana Arcas.

Eu acredito que a tatuagem é uma forma única de eternizarmos os nossos pensamentos, lembranças, personalidade e escolhas.

Particularmente prefiro as tatuagens no estilo old school e gosto de deixar as minhas tattoos com um estilo envelhecido, dando a impressão como se as tivesse há bastante tempo.

Essa arte já é parte do meu ser, e fico muito feliz por ter quebrado todos os preconceitos por qual já passei.

E uma tatuagem que gosto muito é uma homenagem que fiz para minha mãe na panturrilha.

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                                                                  INTERVIEW

ABOUT THE INK: Qual o pior preconceito que você já sofreu em relação a tatuagem?

Fabiana Arcas: Ela ficou super emocionada. Gostou muito do desenho e da proposta da tatuagem e sempre que eu estou junto com ela faz questão demonstrar aos seus amigos.
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ABOUT THE INK: O que sua mãe achou da homenagem ?

Fabiana Arcas: Felizmente eu nunca passei por nenhum preconceito tão agressivo por ter tatuagem,eu sempre busquei ser eu mesma independente do que os outros falam,e se algum dia eu passar por isso sei que muitas portas se fecharam mas outras oportunidades muito melhores surgiram.

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ABOUT THE INK: No seguimento de Make Up, como é a aceitação da tatuagem?

Fabiana Arcas: Como a maquiagem é considerada uma forma de arte tanto como a tatuagem eu sempre pude ser livre nos aspectos de estilo de vida. Nunca me afetou em nada ter tatuagem no trabalho pelo contrario, já incentivei muitas clientes a tomarem coragem para fazer uma.

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ABOUT THE INK: Como surgiu sua afeição por tatuagem, teve alguma influencia?

Fabiana Arcas: Sempre achei a tatuagem uma arte incrível, uma forma de marcar a pele com lembranças e momentos da nossa vida. Nunca tive influencia foi algo que veio de dentro de mim.

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ABOUT THE INK: Entre as suas tatuagens você tem alguma preferida?

Fabiana Arcas: Ainda não tenho nenhuma preferida, gosto de todas igualmente.

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                                              A STORY ABOUT: Karol Almeida.


Desde criança que eu sou uma admiradora dessa arte, e após completar 18 anos eu entrei definitivamente no universo da tatuagem.

Minha família esta começando a aceitar a tatuagem, pois estou demonstrando a eles que uma tatuagem não serve para definir o caráter de ninguém, e também não muda o respeito que a pessoa tem. Infelizmente meu avô tem problemas de saúde, e ele é o que menos aceita as tatuagens, por esse motivo ele é o único que não sabe sobre as minhas, e infelizmente sempre que o vejo eu tenho que manter-las escondidas.

Minha tatuagem de Coruja foi desenhada por um ex aluno, que eu mantenho amizade até hoje, eu faço tatuagens porque eu gosto e me identifico muito com a arte.

                      

Entre minhas tatuagens eu tenho,  uma rosa nas costas (foi a primeira), duas claves de sol nos ombros, uma palheta com uma caveira na nuca, uma Catrina, uma cena do filme  laranja mecânica na coxa esquerda, um coldre com uma colt pyton na coxa direita, um cadeado/coração na panturrilha, uma coruja na costela, e o número 13.

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                                                                   INTERVIEW

ABOUT THE INK: Você tem tatuagens variadas, o que você não tatuaria?

Karol Almeida: Se eu gostar do desenho, eu acho um significado para ele. Se fizer sentido para mim, eu faço. A Coruja é sabedoria. Ela foi desenhada por um ex-aluno meu (Arthur Máximo), que eu tenho um grande carinho até hoje. Foi o segundo desenho feito por ele. A idéia inicial do Coldre foi dele também. O Treze, além de ser um número que eu sempre gostei, é o símbolo do meu time do Coração (Clube Atlético Mineiro), e para muitos um número de azar, para mim, sorte. A Rosa foi a primeira. Também foi um aluno que fez o desenho. Mas sem a intenção de virar tatuagem. Acabou sendo a minha primeira tattoo. 

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ABOUT THE INK: Qual o seu critério para escolher uma tatuagem?

Karol Almeida: Não tatuaria borboletas, estrelas, símbolos de infinito e coisas do tipo. Essas tatuagens são dadas como “moda”. Sem desrespeitar a escolha de ninguém, mas tatuagem não é moda, e sim ARTE. Arte não se copia, não é moda. Arte é originalidade.

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ABOUT THE INK: Qual a pior restrição que sua família impõe a tatuagem?

Karol Almeida:Meu avô. Ele tem a saúde fraca. Mora em Brasília e eu em Belo Horizonte. Nunca aceitou tatuagens, nem aquelas de chicletes. Vejo ele raramente, e desde quando eu fiz, tenho que mante-las escondidas. Meus pais já estão se acostumando. Acredito que mostrei para eles que a tatuagem não mudou meu caráter, nem meu respeito por ninguém. Foi apenas uma questão estética. Artística.

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ABOUT THE INK:Geralmente tatuagens de armas são consideradas marginalizadas, o que você pensa a respeito?

Karol Almeida: Depende onde e o estilo que você tatua. O meu coldre é em homenagem a filmes de faroeste. Eu AMO Cinema. E a escolha de uma Colt Pyton foi exatamente isso. Eram armas utilizadas em filmes de faroeste. Tentei dar um estilo ao próprio coldre também.

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ABOUT THE INK: Além do laranja Mecânica, você tatuaria a cena de algum outro livro?

Karol Almeida:Com certeza. AMO Cinema e livros. Tenho um desenho que ainda vai virar tatuagem para Taxi Driver, e um desenho para o diretor Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, que também está para virar tatuagem. Com certeza terei outros livros e filmes desenhados. Não só livros e filmes como bandas também. Tenho o M da banda Matanza, como tatuagem da minha Catrina.

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ABOUT THE INK:
Duas Claves de Sol e uma palheta, em sua opinião, existe uma relação entre musicas e tatuagens? Porque?

Karol Almeida: Existe sim. As bandas que cresci escutando têm pessoas tatuadas, o estilo que vivo, as pessoas que conheço e me relaciono. Tudo é muito ligado a música. As músicas nos trazem significados que se transformam em tatuagem. O estilo trás a vontade de marcar na pele o que sentimos e o que queremos dizer ou repassar. A música, as tatuagens e o estilo, juntos, demonstram nossas ideologias.

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                                        A STORY ABOUT: Patricia Valaschenski.

Se eu for analisar bem a história da minha primeira tatuagem começa há seis anos atrás, quando eu tinha 15 anos.

Conheci através de alguns amigos as músicas de uma banda de reggae chamada Chimarruts, adorei as músicas e comecei a me interessar cada vez mais pela banda, ir a todos os shows que tinham em minha cidade, até que em 2008 tive a chance de conhecê-los, em uma tarde de autógrafos que teve aqui em Curitiba.

Em 2009 fui mais além, e passei a fazer parte do fã clube Chimarruts Curitiba, no fã clube criei laços de amizade que quero levar para sempre, e é claro, comecei a conhecer melhor a banda, pois vamos a vários shows, e sempre temos a oportunidade de conversar com eles, e em 2010, foi quando tomei a decisão, de que eu iria fazer minha primeira tatuagem, que seria uma homenagem para a banda, que já me proporcionou tantos momentos bons, e até mesmo quando eu estava triste, escutava suas músicas e me sentia melhor, isso acontece até hoje.

                    

Fiz uma tatuagem no pulso esquerdo, com o símbolo da banda, acompanhado da frase “Não deixe de sonhar, não deixe de sorrir” que é de uma música deles e é claro, depois da primeira tatuagem, vieram mais três, pois isso é viciante!

Outra tatuagem especial que eu tenho são 3 estrelas no pulso direito, que eu e uma grande amiga, fizemos para simbolizar a nossa amizade.

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                                                                      INTERVIEW

ABOUT THE INK: Existe um tabu entre tatuagem x relacionamento, qual a sua opinião a respeito?

Patricia Valaschenski: Eu acho que tanto tatuagem quanto relacionamento é algo que cada um tem sua opinião entre o que é certo ou errado, muitas pessoas julgam alguém que tem tatuagens sem conhecer a personalidade das pessoas, quando na verdade uma pessoa tatuada, pode ter o coração muito mais puro e ser muito mais honesta do que algumas que são falsas moralistas, e relacionamento a mesma coisa, tem pessoas que acham que entendem tudo de relacionamento, mas não levam em consideração que as pessoas são diferentes uma das outras, então um relacionamento jamais será igual a outro.

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ABOUT THE INK:
Foi a partir do gosto pela banda que você começou a gostar de tatuagem?

Patricia Valaschenski:Na verdade sempre achei tatuagem legal, mas achava bonito nos outros, não me imaginava fazendo uma tatuagem achava que teria medo, que jamais teria coragem, e o amor pela banda, realmente foi o que me motivou a fazer minha primeira tatuagem, e me levou a gostar cada fez mais.

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ABOUT THE INK: Como foi a escolha da frase “Não deixe de sonhar, não deixe de sorrir”, você pensou em outras?

Patricia Valaschenski: A escolha foi um tanto difícil, na verdade, eu selecionei trechos de várias músicas, e fiquei analisando repetidas vezes cada uma, e ver a mensagem que mais se aplicava, e bom, essa mensagem significa muito, afinal, não devemos nunca deixar de sonhar e de sorrir, se não forem nossos sonhos e a nossa alegria de viver, como iremos em frente diante dos obstáculos da vida?

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ABOUT THE INK: O Pessoal da banda já viu sua tatuagem? Se sim qual a reação dos integrantes?

Patricia Valaschenski: Já viram sim, alguns falam que nós somos “loucos” de fazer, mas todos gostaram, afinal é uma demonstração do nosso amor e admiração pelo trabalho deles, e eles sempre correspondem muito bem esse carinho que todos temos por eles.

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ABOUT THE INK: Além do Chimarruts, você homenagearia alguém ou alguma outra banda?

Patricia Valaschenski:Olha, banda não existe mais nenhuma que eu chegaria ao ponto de tatuar,trecho que alguma música sim, mas quem eu homenagearia em uma tatuagem, seriam meus pais, e futuramente, um filho.

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ABOUT THE INK: Como é explicar esse fascínio pela banda para alguém que não conheça?

Patricia Valaschenski: É muito complicado de se explicar esse amor, no começo antes de fazer parte do fã clube, era muito difícil, pois as pessoas não entendiam, me perguntavam sempre como eu não enjoava de ir aos shows, mas no dia em que comecei a fazer parte do fã clube, encontrei pessoas, que tem exatamente o mesmo sentimento que o meu, pessoas que hoje eu posso chamar de amigos, sem falar que esse amor pela banda, me fez conhecer pessoas que eu jamais imaginaria conhecer, que eu jamais conheceria se não fosse por esse amor em comum pela Chimarruts, pessoas de outras cidades, outros estados, e até mesmo outro país. Costumamos falar que somos uma grande família, a Família Chimarruts!

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